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A Mamã e a Xiquita

O blog que olha para a maternidade sem grandes filtros.

A Mamã e a Xiquita

O blog que olha para a maternidade sem grandes filtros.

17
Set16

O que a maternidade nos faz

A Mamã

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Pus-me a pensar no que mudamos depois de sermos mães...

É realmente impressionante o que a maternidade nos faz.

Mesmo que a recém mãe, volte rápido à rotina pré-filhos, ela já mudou...

 

Ser mãe transforma-nos de uma forma avassaladora. Mudamos a forma como olhamos para o mundo.

Sabemos aquilo queremos ouvir. Deixamos de dar importância para as futilidades que antes eram as nossas prioridades.

 

Mudamos a maneira como sentimos e guardámos cada pequeno momento no nosso coração.

 

Passamos de simples mulheres, a leoas!!!

Olhem para vocês meninas. Conseguem ver as diferenças entre o pré e o pós filhos?

 

Quando nos tornamos mães tudo muda.

Muda a vida, a forma de vermos o mundo, e o nosso telemóvel. 

Sim o nosso telemóvel!

 

Dêem um salto à galeria de fotografias do vosso telemóvel.

Como eram as fotos que lá estavam antes de serem mães? 

E agora como está?

 

😉❤

 

09
Set16

Mães solteiras

A Mamã

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 Hoje presenciei uma conversa, sobre mães solteiras, em que ambas as intervenientes da dita conversa, criticavam quem era mãe sozinha...

 

Pois bem, todos sabemos que o mais fácil de encontrar no mundo da maternidade são críticas. 

E eu falo disso tanta vez aqui.

 

Mas nunca falei sobre mães solteiras, ou mães que fazem o seu papel e o do pai também. 

 

Eu sou mãe e sei o quanto é difícil conciliar as coisas.

 

Quando vejo uma mãe solteira, a tratar de tudo sozinha, só penso: "Como é que ela consegue? É a minha heroína!"

 

O pai da Xiquita divide tudo comigo, e mesmo assim às vezes não é fácil.

Como consegue uma mulher sozinha tratar dos filhos, da casa, ter um emprego, tratar dela propria...

 

Então mães solteiras deste mundo, vocês estão de parabéns!!!!

 

Vocês são fortes para erguerem a cabeça e fazerem o papel de mãe e pai ao mesmo tempo.

Eu sei que mãe é mãe independentemente de estar sozinha ou com o pai dos filhos.

Mas também sei que é muito mais complicado para quem tem de assumir o papel da maternidade como uma carreira a solo.

 

Por isso este post hoje é para vocês. 

 

Tenho muito respeito e admiração por todas vós. É preciso ter muita coragem, para assumir a maternidade sozinha. É muito amor... É ele que vos faz superar as amarguras da vida, ultrapassar muitos obstáculos.

 

Mães solteiras, vocês são um bom exemplo de garra e de força!

 

É isto que eu penso de vós!

Parabéns! ❤

 

 

08
Set16

Nunca seremos mães perfeitas

A Mamã

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 Nunca seremos mães perfeitas aos olhos dos outros...

Vai haver sempre culpa, drama, exageros, cobranças e julgamentos. Vai faltar sempre alguma coisa...

Aos olhos dos outros nunca seremos mães ideais, boas mães...

 

Se vamos pelo lado esquerdo, é porque devíamos ir pelo direito. 

Se damos colo, é porque não devíamos. 

Se não damos, é porque somos muito frias e devíamos dar.

Se amamentamos até tarde é porque a criança já não tem idade para mamar.

Se não amamentamos é porque somos irresponsáveis pois dar de mamar é o melhor para o bebé.

Se colocamos o bebé a dormir connosco é porque o estamos a habituar mal.

Se dorme no quartinho dele é porque não temos ligação com o bebé...

Enfim...

 

E o pior vem quando se lembram de nos comparar a outras mães, para nos mostrarem o que é "correcto".

 

Nunca seremos mães perfeitas aos olhos da maior parte das pessoas. Mas sabem que mais... isso não importa!!!

 

Nós só precisamos de ser mães, as melhores que conseguirmos ser.

Não temos de dar satisfações a ninguém, não temos de provar o que quer que seja, seja a quem for!

 

O que realmente importa, é sentirmo-nos felizes e fazer os nossos filhos felizes.

Procurarmos sempre ser boas mães, cuidar, educar, AMAR.

 

Não importa se para os outros nós só erramos, o importante é ver nos nossos filhos, crianças felizes, realizadas, educadas, cuidadas e acima de tudo muito amadas.

 

O resto? 

Não passa disso, de resto...

 

07
Set16

Porque escrevo?

A Mamã

 

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 Há centenas de blogs maternos pela Internet. 

Não sei porque as outras mães o fazem, mas sei a razão pela qual eu o faço!

 

Quando a Francisca nasceu, dei conta que a maternidade não é assim tão colorida como pintam.

Descobri que tem o seu lado mau, e nunca ninguém me tinha contado isso.

Até um dia que falei com uma amiga que tem filhos mais velhos que a Xiquita, e ela disse-me que tinha passado pelo mesmo. Que nunca ninguém lhe tinha falado do lado menos bom de ser mãe. 

 

Se eu soubesse que sentir-me cansada, exausta e às vezes ter vontade de fugir, não diminui o amor que tenho pela minha filha, eu não teria passado tantos dias a sentir-me a pior mãe do mundo.

 

Então decidi começar este blog para que outras mulheres não se sintam péssimas, tal como eu me senti, só por serem de carne e osso.

 

O blog dá-me algum trabalho, exige pesquisa, dedicação, mas é uma forma de trazer informações, esclarecer dúvidas, falar a verdade e aproximar mulheres, que acham que são as únicas no mundo a sentirem-se más mães. 

 

Claro que isto de ter um blog tem o seu lado mau, há pessoas que interpretam as coisas mal, outras que só criticam, e algumas que só por maldade tentam de todas as formas atingir-me (e algumas até conseguem).

 

Mas quando isso acontece, eu lembro-me do porquê de vos escrever, vejo os números de visualizações do blog aumentarem, e leio os vossos comentários amorosos!

Aí tudo passa e continuo com força para continuar a comunicar convosco!

 

E para ajudar recebo mensagens de apoio, que realmente me deixam sem palavras mas de coração cheio.

Hoje deixo-vos aqui um email que recebi de uma leitora como muitas de vós. 

Ocultei o nome a pedido da mesma.

 

 Ora leiam e digam-me lá que não é delicioso receber mensagens destas:

 

 

"Olá Ana Sofia:

 

Eu sou a *****

Eu tenho a tua idade

Eu tenho um filho de 12 meses e uns dias (**/8/2015)

Eu nem sei porque te escrevo...

 

Tropeçei no teu blog através de uma partilha de facebook. Gostei logo dele, é simples, reto e carinhoso

 

Admiro-te por seres tão bem resolvida porque eu infelizmente acumulo alguma mágoa, raiva e frustração e às vezes, penso que queixo demais daquilo que não tenho do que daquilo que tenho a sorte de ter

 

A minha vida não é fácil. Decidi ser médica...

Decidi que era importante ter amor na minha vida, estabilidade. Casei-me e como se não bastasse. acrescentei um bébé no último ano do internato.

 

No hospital onde estou há dezenas de médicas (de várias especialidades) no internato. Fomos 5 as que decidimos ter filhos neste período.

 

Sabia que ia ser díficil, mas não tanto...prestes a fazer o meu exame de especialidade e após um balanço curricular exaustivo, verifico que:

 

(2628 cirurgias, 30 publicações, 6 prémios em autoria ou co-autoria,mais de 60 comunicações (autoria ou co-autoria), dezenas de congressos e cursos depois..

(e acredita não foi nada de extraordinário, apenas o basal)).

 

Sinto-me culpada a pensar que não me dedico o suficiente a nada, esta coisa do multi task dá cabo de mim...

Sinto-me tão cansada todos os dias, que só os sorrisos dele me dão força

Tenho de passar horas e ler 2 volumes de 2000 páginas (vou resumir e ler metade)

 

Casei-me, não fiz piercings, não fiz tatuagens, amamentei em exclusivo, quis um parto eutócico e fui a única cesariana do dia..engravidei sem querer, fiz imensa radiação porque não sabia, tive uma gravidez de risco com suspeita de malformação (não verificada) e trabalhei até aos 7 meses de gravidez no pino do Verão, quando o barrigão já nem me permitia chegar à mesa operatória....

 

A questão é, com um marido cirurgião (pouquissimo tempo em casa), pouco apoio familiar, uma conta estável e confortável, mas com muita falta de sorte para arranjar empregadas, achas que sobrevivo?

 

às vezes acho que não 

Admiro imenso a tua coragem porque só uma pessoa com uma grande serenidade e força interior  toma uma decisão de coragem e deixa de trabalhar.

Eu sempre fui escrava da perfeição dita e definida socialmente, a trabalhar para os 20 valores, a procurar campos minados e cheios de dificuldades, No fundo talvez seja apenas uma vaidosa intelectual...

 

Talvez um dia a nossa sociedade evolua  (curiosamente para os tempos antigos) para que mais mulheres tomem uma decisão como a tua, plena de liberdade

 

Por enquanto eu continuarei escrava...

 

da tua antítese e admiradora,

 

*****, (num ano especialmente doloroso)

 

Desejo manter-me só no anonimato dos e-mails

Obrigada por escreveres, revi-me em cada palavra :)"

 

 

É ou não é de ficar de coração cheio?

 

É isto que me faz continuar a escrever-vos: a esperança de estar ajudar mais do que a incomodar.

 

Um beijinho a todas, mas neste post (desculpem) em especial à minha menina *****!!! ❤

07
Set16

E é isto..

A Mamã

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Quando me tornei mãe, não sabia muito sobre o assunto. 

Sempre imaginei que desse imenso trabalho, e sempre desejei que conseguisse ser nem que fosse pela metade a mãe que tenho.

 

Durantes estes meses tenho aprendido. Ora muitos sorrisos, ora muito choro...

Tenho descoberto a paciência e a resignação dentro de mim.

Por vezes ainda erro e aí sinto-me a dar uns bons passos para trás nesta longa aprendizagem.

 

Sabem... às vezes sinto falta de ser mulher. De ter tudo controlado e não estar à mercê da saúde, alegria e humor da minha filha.

Claro que é um sentimento passageiro, porque depois de ser mãe, se assim nao fosse, tudo perdia o sentido.

 

A cada dia que passa acho que começamos a olhar para os nossos filhos, não como um bocadinho de nós, mas sim como algo que nos completa e acrescenta. São a maior maravilha do mundo.

 

A maternidade é assim...

Tornamo-nos mais sensíveis ao mundo.

Colocamo-nos no lugar do próximo e imaginamos se fossem os nossos filhos ali.

É uma sensibilidade empática...

 

E acho que a essência de qualquer mãe é isto!

 

Amar alguém a ponto de se dedicar à vida inteira a essa pessoazinha pequenina e se tivesse de ser trocar a nossa felicidade pela dela. 

Isto é ser mãe! ❤

05
Set16

4 coisas que ninguém me disse

A Mamã

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 4 coisas básicas que ninguém me contou sobre a maternidade.

 

1 - Férias 

Já consegui perceber que nos próximos anos, as férias nunca mais vão ser as mesmas.

Agora quando vamos de férias, levamos a carrinha cheia, e acreditem, 80% das coisas, são para a Xiquita.

E ir para a praia, é chegar lá muito cedo e vir embora quando a maior parte das pessoas estão a chegar.

Já para não falar que por muito que estejamos a ter aquelas férias de sonho que sempre quisemos, e os nossos pequenos ficarem doentes. Regressamos automaticamente a casa.

 

2 - Agradecer o sono.

Sim, nunca ninguém me disse que eu ia agradecer por ter a minha filha a dormir, ou simplesmente agradecer por ela me deixar dormir a mim.

 

3 - Pedir desculpas. 

Também já aprendi sozinha, que vou pedir várias vezes desculpa à Francisca.

Já errei, e provavelmente irei errar mais.

Seja só porque me esqueci do brinquedo preferido dela, ou porque estou mais impaciente e é ela que acaba por ter menos atenção.

 

4 - Vontade de tirar férias dos nossos filhos. 

Pois é também nunca me avisaram disto. Há dias menos bons em que estamos tão cansadas, irritadas, que só nos apetece desaparecer e tirar umas férias sem os pequenos.

 

Existem horas em que educar é realmente cansativo. 

Mas todas sabemos que, nos basta respirar fundo, contar até 10 e as coisas vão melhorar.

 

E haverá coisa melhor que ver o desenvolvimento dos nossos filhos, por muito cansativo que seja?

Claro que não!

 

 

01
Set16

Sociedade / Mães

A Mamã

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Querem que sejamos mães, fantásticas no trabalho, fabulosas amantes, e ainda temos de ser magra e bonitas...

É uma equação difícil de conseguir, mas infelizmente é aquilo que a sociedade nos exige.

 

Acho que devemos ser nós a cobrar a nós próprias aquilo que realmente queremos. E não termos meio mundo a dizer o que devíamos fazer e ser.

 

Claro que o meio que nos rodeia acaba por nos influenciar.

Mas se não querem realmente ser magras, esse padrão não vos vai atingir.

A maior parte das mulheres não querem ser magras só porque a sociedade diz que é "mais bonito".

 

Se querem parar de trabalhar tal como eu fiz, e ficarem em casa com os vossos filhotes, o padrão de serem óptimas no emprego também nãos vos vai afectar. Isto quando a decisão é tomada de forma consciente, e em conjunto com quem vai "sustentar" a casa. Aí pode vir meio mundo criticar, que vão estar tranquilas para responder.

 

Se preferem trabalhar, ou tem mesmo de ser, não invalida que sejam boas mães. Até porque se trabalham é para dar uma vida melhor aos vossos pequenos. Logo, quem quer criticar que critique, que vocês sabem que estão a fazer o melhor.

 

A equação do início do texto é pesada sem dúvida, mas temos a opção de escolher quais os objectivos que realmente queremos para nós. 

Se a sociedade vos vier cobrar alguma coisa, é isso que temos de dizer.

Nós sabemos o que queremos e o que nos faz feliz.

 

Quando a cobrança vos começar a afectar, está na hora de pensarem novamente naquilo que desejam, e ver se não chegou a hora de definir novos objectivos.

 

A grande questão aqui é:

Estão bem resolvidas com as vossas escolhas?

É só fazerem análise, e verem se realmente são felizes. Se forem, desculpem o termo mandem a sociedade à mer#@.

 

Pois no fim de tudo, só nós sabemos o que é deveras importante para nós mesmas.

Então pensem em vocês, no que realmente querem, e não naquilo que a sociedade nos quer impor.

 

Sejam felizes com as vossas escolhas...