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A Mamã e a Xiquita

O blog que olha para a maternidade sem grandes filtros.

A Mamã e a Xiquita

O blog que olha para a maternidade sem grandes filtros.

31
Ago16

Filhos / Casamento

A Mamã

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Quando chega um bebé tudo muda.

E o casamento como fica?

 

Onde fica a cumplicidade que tínhamos antes dos filhos? 

Sendo muito sincera eu morro de saudades, das horas que ficávamos deitados no sofá a conversar, a ver filmes...

Sinto falta de ser cuidada, vocês não?

Pois passamos o dia a cuidar dos filhos e a preocuparmo-nos, que acabamos por ser nós a querer ter alguém que nos cuide.

 

Acho que depois de termos filhos, para mantermos um bom casamento, não basta amar. 

Amar é muito bom, mas penso que nessa altura, não é o suficiente.

É preciso dedicação dos dois lados.

 

Há dias em que não temos vontade de nada eu sei. Nem de olhar nem conversar e muito menos de sexo.

Vamos ser sinceras, a vontade de fazer amor depois dos filhos diminui. E isso nada tem de mal, afinal estamos a viver uma nova fase.

Mas se realmente estivermos ligadas aos nossos companheiros, quando acontecer, vais ser sem dúvida especial.

E como mantemos essa ligação? 

Através de pequenos gestos no dia a dia.

Mas claro que passear a dois, viajar, e ir ao cinema ajuda claro.

 

Hoje as pessoas acabam tudo muito rápido. 

Claro que se alguém está infeliz, concordo que se deva separar, ninguém pode viver assim.

Mas infelizmente cada vez as pessoas estão mais egoístas, só olham para o próprio umbigo.

Lógico que quando existem filhos isto toma proporções maiores, fazendo com que as separações aumentem.

Por isso acho que antes do casal se decidir pela separação, deve empenhar-se ao máximo, com todas as forças para que dê certo. 

 

Porque como todas sabemos o casamento não é um mar de rosas...

Mas o amor...

O amor com o empenho e a dedicação do casal, supera tudo! ❤

30
Ago16

Pelos filhos...

A Mamã

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Eu não sei se vocês pensam da mesma forma, mas para mim, tudo mudou depois que a Francisca nasceu.

 

Ser mãe trouxe-me uma força inexplicável, que nunca pensei que tivesse, e também uma ou outra fragilidade admito.

 

Em conversa com algumas mães , concluímos que a maternidade nos torna mais fortes, mais seguras, mais amadas

Ser mãe é ter os nossos piores defeitos escancarados, para termos uma segunda oportunidade de fazermos melhor, não por nós mesmas, mas sim pelos nossos pequenos. 

 

Quando nos tornamos mães, deixamos de dormir como deve de ser, comemos à pressa, e a maior parte das vezes, comida fria.

Perdemos grande parte da nossa vaidade

Mas a força que ganhamos é impressionante. 

Dávamos a vida para ver um filho feliz

Se tinham uma carreira promissora e a deixaram para trás para ficar em casa, existe muita força nesse acto.

Se começaram a trabalhar para garantir um futuro melhor para o pequeno, também.

 

Por um filho, transformamo-nos em lutadoras que limpam lágrimas escondidas, para logo a seguir aparecermos com um sorriso nos lábios,  de modo a mostrarmos aos nossos filhos que não há motivo de preocupação.

Pelos pequenos tornamo-nos leoas, para os proteger.

Pelos filhos perdoamos, levantamos a bandeira branca da paz, para garantirmos que eles cresçam num ambiente saudável e feliz.

 

Pelos filhos nós mudamos.

Para melhor... para muito melhor! ❤

27
Ago16

Cuidar sem limitar

A Mamã

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Hoje a Xiquita, com 10 meses teve a sua primeira queda. Com direito a sangue e tudo!

Tentava gatinhar, faltou-lhe a força nos braços, e "pimba" com a boca no chão. 

Por sorte o resultado foi só um cortezinho mínimo no lábio de cima, por culpa dos dois dentinhos que tem.

O lábio inchou um pouco, mas felizmente nada de preocupante.

 

Depois de um momento de raiva, que senti para comigo mesma, por não ter evitado este mini acidente, comecei a pensar em como as nossas casas não estão preparadas para os nossos filhos crescerem em segurança. Existem várias armadilhas e perigos escondidos...

 

Isto é um "pau de dois bicos ".

Queremos protegê-los, então pensamos logo em comprar cancelas e portas, para fecharmos tudo e mais alguma coisa onde eles se possam magoar.

Mas ao mesmo tempo, não seria melhor prepararmos as casas para que estimule o desenvolvimento deles sem os limitar?

As paredes de casa, já são limitadoras o suficiente.

 

Um ambiente preparado para uma criança dá trabalho e custa dinheiro, mas é a garantia de liberdade do desenvolvimento deles, ao invés de impedirmos o espírito aventureiro dos pequenos.

 

Como mães e pais, somos responsáveis por manter os nossos filhos em segurança, mas também somos responsáveis pelo desenvolvimento dos mesmos.

 Como disse, é um "pau de dois bicos", mas é essencial para o crescimento dos nossos pequenos.

Devemos proteger os filhos, mas sem limitar o mundo deles.

Temos de preparar as casas de forma a que sejam um lugar seguro, mas ao mesmo tempo divertido de explorar, e de fazer novas descobertas.

De modo aos pequenos terem um crescimento saudável e enriquecedor.

 

Cuidar sem limitar é sem dúvida difícil, mas é tambem gratificante.

 

 

26
Ago16

Coisas básicas que aprendi.

A Mamã

 

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A Francisca já fez 10 meses!

Está quase quase a fazer um ano. Como o tempo passa rápido...

E nestes 10 meses aprendi e descobri coisas básicas que nunca tinha pensado antes de ser mãe. 

Ora deixo-vos aqui uma lista:

 

1- Descobri que montar a cadeirinha auto, não é assim tão difícil como pensava. 

 

2 - Aprendi a trocar a fralda, em todas as posições e mais alguma.

 

3 - Descobri que consigo abrir portas com as duas mãos ocupadas. 

 

4 - Descobri que consigo sobreviver a dormir menos do que aquilo que é recomendado.

 

5 - Fiquei uma expert em hospitais da área. 

 

6 - Descobri que consigo comer mais rápido do que pensava. 

 

7 - Aprendi a ouvir palpites e fazer cara de "paisagem".

 

8 - Aprendi as letras de várias canções infantis.

 

9 - Descobri que quem precisa de defesa não é a minha filha mas sim, os animais de estimação. (Coitados)

 

10 - E por último aprendi a rir-me do cansaço, e a viver com ele.

 

E sinto-me a mulher mais feliz do mundo por estes 10 meses de aprendizagem..  ❤

 

22
Ago16

Perfeição não existe

A Mamã

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Somos perfeitos? Nao!

Então porque achamos que os nossos filhos têm de ser?

 

Todos os dias me deparo com diversas situações em que as crianças são castigadas, só por serem humanas. 

 

Já repararam que a maior parte das vezes, uma criança não tem direito a acordar mal humorada, com birra, que uma criança não pode ter más atitudes, nem responder de maneira menos correcta...

Claro que isso não é bom. Nem quero que achem, que venho para aqui apregoar que os deixem fazer tudo! Não!

 

Mas quantas vezes não somos nós, que temos um dia menos bom.

Aquele dia em que não nos apetece ver ninguém, muito menos sermos simpáticas. Todo o humano tem dias destes, logo, as crianças também!

Não somos perfeitas, então temos de parar de querer que os nossos bebés sejam os seres mais perfeitos à face da terra.

 Na minha opinião, cobranças e elogios a mais, só os estragam.

Temos sim de lhes perguntar, o que se passa, porque estão assim, como os podemos ajudar.

E dizer-lhes que sabemos que estão a ter um mau dia, que confiamos neles e que esse tipo de comportamento não vai acontecer muitas vezes...

 

Sem dúvida que todas devemos corrigir os nossos filhos.

Mas sejamos sinceras há pessoas que ultrapassam alguns limites.

 

Precisamos de mais compreensão e menos repreensão! ❤

 

09
Ago16

Fugir da rotina nas férias

A Mamã

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Percebi que tenho uma relação de amor/ódio com a rotina?

Ao mesmo tempo que é muito bom saber a que horas a Xiquita toma banho, a que horas come, a que horas dorme, é também triste perceber que vivo amarrada ao que tenho de fazer.

 

E assim se passam as semanas, num piscar de olhos, com o dia todo programado pela Francisca.

 

Por isso agora que tirámos uma semana de férias, vou tentar por um bocadinho separar-me da rotina que tenho tido nos últimos tempos.

 

Vamos dormir quando nos apetecer, passear quando tivermos vontade, brincar juntas sempre que a Xiquita quiser, sem termos de olhar para o relógio.

 

E a Francisca está a adorar!

 

Viemos para a terra da avó materna, uma pequena aldeia no meio das serras que rodeiam a Guarda. 

Estamos a viver a chamada "vida do campo".

 

A Francisca já foi dar de comer às galinhas, ja fez festas a um burrito, já arrancou limões do limoeiro. 

Anda por aqui super feliz! A conhecer este novo "mundo"!

Nunca pensei que gostasse tanto de andar no meio do campo e dos animais de quinta!

 

É uma felicidade poder partilhar estes momentos de alegria, e leveza com a pequena.

 

Os risos eufóricos dela, dizem-me que tirar esta semaninha de férias com ela, e fugir à rotina, foi o melhor que fiz...

 

Um beijinho nosso aqui do meio do campo ❤

 

06
Ago16

Corpos reais (pós parto)

A Mamã

Tudo começa na gravidez... Vemos a nossa cintura desaparecer, as estrias a aparecer, e o volume corporal a aumentar. E depois do parto o corpo não volta logo ao normal, por isso acho que todas nós deveríamos ver imagens de corpos reais no pós parto. Depois do bebé nascer a barriga não desaparece logo, e algumas marcas ficam para sempre. E isso não deverá ser motivo de frustração. A nossa sociedade infelizmente impõe padrões de beleza, e parece que quer que nós mulheres estejamos lindíssimas logo uma semana após termos tido o nosso bebé. Missão praticamente impossível. Um corpo pós parto, não deveria ser motivo de vergonha, e sim de orgulho. Pois se estamos assim foi porque acabámos de gerar o que de melhor temos no mundo, os nossos filhos. Para as mamãs de primeira viagem, é importante mostrar a realidade, como realmente os corpos ficam após termos os nossos bebés, para evitarmos frustrações ao vermos o que os media nos impõem com as fotos de revistas, de mães esbeltas, magras, e lindas após uma semana dos bebés nascerem. Claro que há mamãs que tem "genética de estrela", e que saem da maternidade já a vestir o 34, mas não é disso que estou a falar. Apenas quero mostrar que para a maioria das mulheres não é assim É preciso dar tempo ao tempo, para que as coisas voltem ao lugar. E para o corpo recuperar. Eu sempre fui magra e mesmo assim 9 meses após ter a Xiquita ainda tenho uma barriguita saliente. Se gostava de não a ter? Claro que gostava! Mas também não tenho vergonha dela! Ela deu-me o que de melhor tenho. Por isso meninas, hoje venho deixar-vos aqui uma sessão fotográfica, feita pela fotógrafa Darien McGuire, que resolveu mostrar esse outro lado, a beleza do corpo no pós-parto. Com o “Beauty Revealed Project”, ela procura mostrar que a beleza por trás das cicatrizes, varizes e estrias, é que formam a história dessas mulheres. Então vamos lá aceitar os nossos corpos e deixar de acreditar no mundo cor de rosa, que nos diz que mal sairmos da maternidade já temos de estar em forma. ❤

 

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03
Ago16

A carta que te escrevi, ainda grávida...

A Mamã

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Meninas, hoje venho-vos deixar uma carta que escrevi para a Xiquita, quando ainda estava grávida. 

 

"Francisca:
Um dia destes ainda tu aqui na minha barriga, perguntaram me, o que é que eu gostava que tu fosses quando crescesses...
Pensei, pensei e pensei... E...
Sabes o que é que eu realmente gostava?
Gostava que te tornasses numa mulher saudável e numa pessoa bonita. Numa menina boa, numa adolescente feliz e numa adulta segura e confiante.
Gostava que crescesses íntegra. Que fosses equilibrada. Gostava de te ver rodeada de pessoas de bem e de bons exemplos. Gostava que defendesses os teus princípios e lutasses pelas tuas convicções.
Não gostava de te ver apenas centrada em ti. Não gostava que fosses mal educada ou que desrespeitasses quem te rodeia.
Gostava que aprendesses a partilhar, a ajudar, a distribuir bondade para que um dia a vida te devolva tudo isso, em dobro. Gostava que desses valor às pequenas coisas mais do que às grandes. Gostava que construísses sonhos e que fosses atrás deles com as duas mãos. Que os agarrasses como teus, mesmo aqueles que pensasses serem inalcançaveis. O segredo não está em realiza-los mas em acreditar que o conseguimos fazer.
Gostava que te apaixonasses muitas vezes e que de cada uma delas aprendesses o que de melhor e pior define as pessoas. Para perceberes que a felicidade dá trabalho. Para perceberes que a inocência não é ingenuidade. Para perceberes que a sorte requer muita dedicação.
Não gostava que fosses demasiado pragmática e racional, realista e inflexível. Não gostava que pusesses sempre a cabeça à frente do coração. Gostava que ouvisses um sem nunca esquecer a opinião do outro. Não gostava que fosses complicada ou difícil. Não gostava que fosses fria, calculista ou fútil.
Gostava que seguisses o caminho que escolhesses com coragem e que te propusesses a percorre-lo, sabendo que vais errar muitas vezes. O erro será tão importante para o teu amadurecimento como o acerto.
Não gostava que te deixasses vencer por dúvidas ou inseguranças. Não gostava que permitisses que o medo te travasse ou derrubasse. Porque o medo será de longe o teu único e verdadeiro inimigo.
Gostava de te ver feliz. Não acomodada. Preenchida. Não endinheirada. Respeitada. Não bajulada. Amada. Não venerada. Ambiciosa. Não gananciosa.

Gostava que vivesses muitos e muitos anos para seres mãe, avó e bisavó de uma família cheia de gente com um bom coração, tal como aquele que eu acredito que tu vais ter.

Um beijo da mãe que apesar de ainda não teres nascido já te ama de uma forma impossível de explicar! ❤